Um dia descobri que tinha sonhos diferentes a
alcançar...descobri que tinha muita alegria pra compartilhar...Aceitei
tudo que relutava, me vi de novo em frente ao espelho que já não refletia a
imagem egoísta do sonhador mesquinho...era um novo eu, e um novo
mundo...Um dia me perdi nesse mundo que nunca havia vivido, era
como uma criança aprendendo a andar, a falar, a agir em frente a tanta gente
que a observa...e assim, machucando muita gente e chorando por estar perdido
nesse vazio, aos poucos já não sabia quem eu era, como eu era, e onde queria
ir... As pessoas nos julgam pelas nossas atitudes, pelo que falamos, fazemos, e
até pelo que vestimos, mas nunca pelo que sentimos...somos aquilo que querem
que sejamos, ou não somos “nada”... Mas enfim, o que não vemos, não aceitamos, é
que esse nada é o que realmente somos, é o que realmente sempre buscamos ser,
por que fora de todo interesse mundano, de todo orgulho e de toda crença
particular de cada um sobre o que é a vida, o que sobra é a vontade de valorizar e ser
valorizado pelo “nada”, pelo simples fato de existir, de estar ali, e mesmo sem
saber o que dizer, o que fazer, saber que o remédio pra tudo pode estar em um simples abraço, e nada mais...

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